A Voz das Províncias

PROCESSO DE UNIFICAÇÃO DAS PROVÍNCIAS DO BRASIL



Dominicanas: Novos rumos da missão!

Vocês são o corpo de Cristo e cada uma em seu lugar é membro  e parte deste corpo ( 1 Cor 12, 27)





         Em 1885 a Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, fundada no sul da França, em 1850, iniciou sua presença missionária aqui no Brasil, enviando, de início, seis corajosas irmãs que chegaram com muito ardor missionário, entregando-se totalmente a serviço do Reino de Deus que ia acontecendo neste país ainda tão jovem e tão necessitado. Como a Congregação vivenciava o seu carisma de modo muito especial, naquele tempo, através da Educação e da Saúde, as irmãs, que chegaram em junho de 1885, logo se instalaram em Uberaba-MG, trabalhando na Santa Casa  e iniciando uma escola para as primeiras séries, o Colégio Nossa Senhora das Dores. O trabalho abnegado e o testemunho fecundo das irmãs foram despertando vocações, e novos grupos de irmãs francesas também foram chegando ao longo dos anos. A população do país era, sobretudo, rural; a maioria das fazendas com dificuldades de acesso às cidades maiores, e o Ensino por parte do Governo quase não existia. Na verdade as congregações religiosas femininas e masculinas é que garantiram por bom tempo a educação da infância e juventude brasileiras. Assim, atendendo à demanda de várias regiões, especialmente do Estado de Goiás e Pará, depois no sul e sudeste, as irmãs foram abrindo novos colégios, orfanatos, asilos, gerenciando hospitais e postos de saúde.

         Em 1963, o grupo da Congregação aqui no Brasil já era de 291 irmãs, formando a “Região do Brasil”, com uma Madre Regional, representante do Governo Geral. Seguiam as determinações da “Madre” Geral, da França. Neste ano, para facilitar o trabalho da Regional, uma vez que havia casas desde Torres-RS até Belém do Pará, e de Porto Nacional-TO até o Rio de Janeiro. Foram constituídos, então dois Regionais: Regional São Paulo, com 09 comunidades e 147 irmãs e Regional Brasília, com 12 comunidades e 144 irmãs.

         Estes Regionais funcionaram como tal até 1970, quando o Capítulo Geral criou as Províncias. Assim continuaram os Regionais com a mesma organização, porém como “Província”, com autonomia própria, seguindo as orientações do Governo Geral. Em 1984, por força de circunstâncias a Província Brasília foi subdividida, sendo criada a Vice-Província Brasil-Central, que passou logo depois a Província. Com o tempo as Províncias foram denominadas Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Guadalupe e Madre Anastasie, respectivamente.

         Os tempos mudaram, bem como a vida na Sociedade, os valores, as buscas... E o número das irmãs também foi se reduzindo, de modo que as três Províncias somam hoje 140 membros, com casas também no Caribe e no Paraguai. As dificuldades não são poucas, a Missão urge, os apelos são muitos e as operárias são poucas. Por isso, desde 2013 as Províncias do Brasil vem trabalhando, com muito afinco, refletindo e buscando caminhos para a UNIFICAÇÃO das Províncias, visando melhor realização e dinamismo da MISSÃO, contando com os recursos humanos que temos. Com a Unificação, voltaremos ao sistema de um único grupo, como no início, porém, com outro sistema, dentro das modalidades de Província.

         Em julho próximo será realizado o CAPÍTULO EXTRAORDINÁRIO DAS TRÊS PROVÍNCIAS, para eleger um governo único que conduzirá as atividades do grupo durante os próximos anos, em caráter ad experimentum. Essa experiência será avaliada e, possivelmente, ratificada, no próximo Capítulo Geral que se realizará em julho de 2019.

         Unindo nossas forças, alimentando nosso ideal missionário e nos ajudando e encorajando mutuamente, vamos levando em frente esta árdua tarefa de tornar Jesus Cristo mais conhecido e mais amado.

         Que Deus e Nossa Senhora do Rosário nos abençoem, com a intercessão de São Domingos e de Madre Anastasie.


(Ir. Vanda Heleusa de Resende – S. Paulo-SP)

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  • Desde o despertar, entregue com amo seu coração a Deus, e todo seu trabalho do dia também.

    (Madre Anastasie)

     



    Aconteceu no Colégio São Domingos, em Araxá, de 12 a 14 de abril, o Encontro de Diretoras das Escolas Dominicanas, sob a coordenação de Ir. Rejane de Paiva, Conselheira Geral. Estiveram presentes as diretoras dos Colégios de Curitiba, São Paulo, Goiânia, Porto Nacional, Ribeirão Preto, Uberaba e Araxá. Participaram, também, Ir. Solanje Carvalho, Provincial da Província Madre Anastasie, Ir. Doraildes Matos, Coordenadora de Inclusão do CSD e Ir. Madalena Santos, representante da Mantenedora da Província Nossa Senhora de Guadalupe. O objetivo do encontro foi refletir sobre os Princípios Norteadores da Educação Dominicana.

     

    Durante os três dias, aconteceram momentos de estudo, oração e espiritualidade.

    Os alunos dominicanos e convidados participaram com apresentações artísticas e musicais.

     

    (Luciana Sant’ana – Assessora de Comunicação do CSD – Araxá-MG)

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  • Eis aqui uma norma dominicana de vida: Cumprir, por amor, a vontade de Deus. M.A

     

    A nossa Madre Geral Irmã Cleonice esteve no mês de maio em visita fraterna às nossas Comunidades do Vietnã.

    No Vietnã temos a vice-província Nossa Senhora de La Vang, em Tam Thais, e comunidades da Província de França. 

    Segundo a lei da Igreja, a Superiora Geral deve encontrar-se com todas as Irmãs da Congregação pelo menos uma vez durante o período do seu serviço de Superiora. É uma forma bonita de viver o espírito da fraternidade como Família Religiosa e de conhecer melhor a realidade das Irmãs, do ambiente sócio-cultural em que vivem e da missão que realizam.

    Estamos sempre em oração pela missão tão bonita da Irmã Cleonice, na construção da unidade da nossa Congregação.

     

     

     

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  • Centro de Eventos Pe. Victor Coelho de Almeida – Aparecida/SP.
    04 a 08 de maio de 2018
    Tema: “Mística e Profecia na missão comunitária”.
    Lema: “Saiamos, às pressas, com Maria, aonde clama a vida”.

     

    Nós, cerca de 600 religiosas e religiosos participantes do Seminário Nacional da Vida Religiosa Consagrada, em Aparecida-SP, de 5 a 8 de maio de 2018, renovamos nossa missão, com Maria Mãe da humanidade e companheira dos pobres, de “sair às pressas, aonde clama a vida”.

    O mundo nos toca e interpela. A Igreja é parte dele, nossa consagração está a serviço da vida, e nossos carismas se orientam a partir do Reino de Deus.
    Escutamos o clamor dos pobres e da Mãe Terra, não queremos ficar indiferentes ou fugir da realidade: com Maria, assumimos o desafio de dizer “sim” ao mistério de Deus, que se encarna na história através de nós.

    Nosso País encontra-se numa situação sombria, fria e estéril do ponto de vista social e político. Está se consolidando um clima de ódio, violência e intolerância, particularmente contra os migrantes e os povos indígenas, com manifestações preocupantes de homofobia e extermínio da juventude negra. Denunciamos a progressiva concentração de riqueza e renda, bem como a expropriação da terra, do trabalho e dos direitos que o povo brasileiro tem conquistado à custa de muitos anos de luta e resistência; há um ataque estrutural à democracia e ao direito do povo de definir um projeto de País em que se reconheça.

    Também a Vida Religiosa Consagrada pode esfriar-se, esquecer a profecia de Jesus, ceder à religião do capital, isolar-se, ser autorreferencial, sem sair de suas zonas de conforto, abandonando-se a um pessimismo reprodutor.

    Mas a primavera bate à nossa porta, tempo de fragilidade que precisamos reconhecer, assumindo também as crises como ocasião para forjar um mundo novo e deixar nascerem os brotos que o Espírito de Deus está semeando. Acolher e fomentar esta primavera, também dentro da Igreja, é a missão da VRC.

    Como numa árvore, em que as raízes sustentam e alimentam o tronco, assim nossa profecia está enraizada no silêncio contemplativo, nas comunidades inseridas e orantes, nas Galileias de hoje, tocando a carne de Cristo na carne dos pobres. Dessas raízes, nos vem a seiva da vida!

    Na sociedade fragmentada e individualista de hoje, adoecida pela solidão, o testemunho da VRC reforça-se se suas comunidades forem sinal de unidade nas diferenças, de cuidado e amor recíproco. Esse é o tronco da árvore da vida, que oferece apoio e alegria verdadeira a quem precisa de amparo e sentido pleno!

    Nosso encontro de partilha, graças a Deus, destacou que ainda há muitos bons frutos: testemunhos corajosos de serviço aos povos da Amazônia, aos migrantes e empobrecidos, diálogo inter-religioso e vida com os mais pobres. Nosso empenho no mundo da educação e em outras estruturas consolidadas precisa dialogar e interagir de forma permanente com essas experiências inseridas. Pode crescer a aliança entre a VRC e as iniciativas mais vivas e criativas da sociedade de hoje, como a economia solidária, as diversas formas de política participativa e o protagonismo corajoso das jovens gerações.

    Aprendemos do “Bem Viver” dos povos ameríndios que o sentido da vida está em oferecer, unidos, todas as nossas potencialidades a serviço do Bem Comum.
    Maria saiu de si e se deixou encontrar por Deus, que a surpreendeu e a encheu de amor e coragem. Os mártires e profetas da caminhada também disseram seu sim incondicional e brilham hoje para nós como estrelas-guia.

    Saiamos, às pressas, com nossa Mãe e nossos irmãos mártires, ao encontro da vida que clama por dignidade e plenitude!

    Aparecida-SP, 08 de maio de 2018

     

    http://www.crbnacional.org.br/site/mensagem-final-do-seminario-nacional-da-vida-religiosa-consagrada/

     

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A Ordem dos Pregadores
A Família Dominicana tem sua origem num tempo e numa área geográfica bem longe de nós. Surgiu na Europa da Idade Média, na época das Cruzadas e de Francisco de Assis. Ela brotou a partir da experiência de vida evangélica de São Domingos de Gusmão, aproximadamente em 1170.
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