A Voz das Províncias

  Carta do Meio Ambiente


01. “E Deus viu que tudo era bom !”  (Gn 1)

A criação é um presente : a vida é um dom.

Aprenda a agradecer pela vida doada, recebida.

 

02. “Deus abençoou o sétimo dia e o santificou” (Gn 1)

Convidada a “cantar as maravilhas do Deus vivo, “tenha tempo para respirar conscientemente e reserve um espaço em sua vida para a contemplação, o louvor, a gratuidade, a acolhida ...

 

03. “Deus quis o ser humano um pouco menor que um Deus.”

Cooperadora do Deus Criador, você é responsável pela Gestão da terra  e de seus recursos. Aja de maneira solidária, hoje, pensando nas gerações futuras.

 

04. “Sem descanso, procure a paz” (Sl 33)

O belo e a harmonia constroem a paz.

Cultive essa harmonia  em suas  relações  e  a paz se tornará contagiante.

Observe os espaços de vida e interrogue-se: eles são simples, limpos e belos! Espaços de oração? Espaços de vida comunitária? Espaços familiares? Espaços pessoais?

 

05. “Escolha, portanto, a vida para que você e seus descendentes possam viver.” (Dt 30,19)

A criação e a vida do ser humano correm risco por diversos desperdícios: água, energia, coisas que podem ser recicladas, embalagens plásticas...

Reflita sobre as repercussões de suas escolhas, sobre os seres humanos daqui e de       outros lugares.

Pense em apagar a luz, em baixar o aquecimento central, a utilizar transportes comuns, a fazer coisas juntamente com os vizinhos...

 

06. “Não se deixem levar pela mania de grandeza, mas se afeiçoem às coisas modestas.” (Rm 12)

Você  está convidada a viver simplesmente, uma sobriedade alegre, uma certa frugalidade...

Questione seus hábitos de compra: verifique a origem dos produtos, pense nos direitos de cada um, antes que no menos caro; favoreça o comércio local, escolha as frutas da estação...

 

07. “Desejo que tudo corra bem para você e que esteja com boa  saúde.” (3 Jo,1)

Não somos sempre donas de nossa saúde, mas uma alimentação equilibrada pode favorecê-la.

Pratique a jardinagem, quando possível, para se beneficiar de produtos frescos e variados e seja vigilante no consumo dos medicamentos!

 

08. “Rivalizem no respeito umas para com as outras e na mútua estima.” (Rm 12)

Dirija seu carro delicadamente. É mais econômico e menos arriscado.

Sinta-se responsável por sua vida e pela das outras pessoas, e, se for preciso parar, aceite falar sobre o caso.

 

09.“Quanto a você, observe a Aliança que faço com você e com seus futuros descendentes.” (Gn 17) 

Conscientes de que não somos 100% coerentes, informemo-nos, sejamos vigilantes, participemos de Associações...

Aceitemos uma avaliação, de tempo em tempo, para nos remotivar.

 

Criadas à imagem de Deus que ama esta terra,

O ser humano é chamado a amar, a respeitar a criação...

O que você fez da terra? O que você faz de sua irmã, de seu irmão?


 Sr. Marie Thérésa - Província de França

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Notícias
  • "Nesse último final de semana de Abril, na cidade de São Roque - interior de São Paulo, a Família Dominicana (os frades, as monjas, as irmãs de vida ativa, as fraternidades leigas, os representantes de Obras Dominicanas, Movimento Juvenil Dominicano e Comissão de Justiça e Paz) esteve reunida em Assembleia para partilhar as experiências vivenciadas desde a última assembleia em 2013; celebrar o encontro dos vários ramos da família de Domingos e projetar os caminhos a serem trilhados nos próximos anos tendo em vista os clamores dos tempos, as exigências dos lugares e a situação dos homens e mulheres para que a nossa atuação seja eficaz no anúncio da Palavra e dilatação do Reino de Deus nas realidades que estamos inseridos."

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  • Na terça-feira, 11 de abril de 2017, realizamos ação do Projeto Ombro Amigo, da qual participaram 22 alunos do 6.º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio, sob a coordenação da Assistente Social Juliana e de Irmã Neusa Vicente.  Realizamos uma visita à Escola Especializada Primavera, para conhecer a realidade da Instituição e o atendimento prestado aos alunos. A Escola Especializada Primavera é uma instituição filantrópica que atende pessoas com Deficiência Intelectual, nas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social, a partir de 6 anos de idade. Durante a visita, participamos da Celebração e Reflexão sobre a Páscoa. Em seguida, os alunos participaram da aula de musicoterapia com usuários da APABB (Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade). Para encerrar a ação, ofertamos um delicioso cachorro quente com refrigerante a todos participantes, a fim de comemorar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (02 de abril) e a Páscoa. A instituição APABB, localizada nas dependências da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), visa tornar-se referência no acolhimento da pessoa com deficiência e de sua família, bem como na defesa de seus direitos, contribuindo para a   inclusão social e melhoria de sua qualidade de vida. (Ir. Neusa Vicente de Souza – Rosário de Curitiba)

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  • No contexto das celebrações do Jubileu dos 800 anos da Ordem dos Pregadores e dos 131 anos das Irmãs Dominicanas em Uberaba (MG), nada mais justo que se faça uma menção e homenagem amiga a este prezado companheiro de todas as horas da família dominicana: Monsenhor Juvenal Arduini. As Irmãs Dominicanas contaram, durante mais de 60 anos, com a sua presença intensa, tanto em suas atividades acadêmicas como nas ações religiosas e pastorais. Juvenal Arduini, sacerdote e intelectual, foi professor, escritor, orador e, principalmente, defensor dos direitos humanos e da justiça social. Era um assíduo leitor da revista francesa “La Vie Intellectuelle”, publicação dos freis dominicanos que, com um pensamento cristão progressista, influenciou os intelectuais católicos das décadas de 1950 e 1960. Irmã Olinda, dominicana e ex-diretora do Hospital e Maternidade São Domingos, relatou que: “Com seu exemplo, Monsenhor convida-nos a segui-lo para participar de sua fé viva, de seu amor, de sua coragem, de sua justiça, de sua esperança, de sua utopia. E demonstra seu compromisso com a vida em plenitude na defesa dos Direitos Humanos em favor do grito surdo dos pobres e do gesto valoroso pela justiça social. Pois a vida só tem sentido igualitário onde todos tiverem os mesmos direitos e os mesmos deveres”. Esses ideais orientaram a vida de Juvenal Arduini. Ele foi professor-fundador da Faculdade de Filosofia Santo Tomás de Aquino (FISTA), criada pelas Irmãs Dominicanas em 1949. Lecionava Filosofia, Lógica, Cosmologia, Ontologia, Teoria do Conhecimento, Antropologia e Metodologia Científica. Dedicou sua vida à juventude, sendo professor em várias faculdades, dentre as quais a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (UFTM), da qual foi um dos fundadores em 1954. Foi professor universitário até 1985. Ele dizia que sempre lecionou por persistente convite da Direção das Faculdades. Irmã Georgina, dominicana e ex-diretora da FISTA, acerca de Juvenal Arduini, afirmava que “à sua inteligência privilegiada, aliam-se a aplicação tenaz ao estudo, a capacidade de penetrar o Mistério... E realizam a liberdade nobre de transmitir nas homilias, em palestras sábias e mesmo no trato pessoal, seus avanços cada vez mais nítidos, mais perceptíveis, mais límpidos na caminhada para a Verdade plena, para o Amor sem fronteiras”. Em 1950, foi nomeado Assistente Eclesiástico da Juventude Universitária Católica (JUC). Sua atuação com os universitários, com o apoio das irmãs dominicanas, foi marcada pela Missa dos Universitários e pela luta contra o Regime civil-militar de 1964. Ele dizia que: “A repressão militar alastrou o medo no meio estudantil, nas famílias e na sociedade. E provocou nociva paralisia cívico-política. Houve setores que tentaram afastar-me do meio universitário para neutralizar-me. A ação enérgica de Dom Alexandre frustrou essa tentativa. Mas o serviço de Segurança Nacional continuava a vigiar os contactos que eu mantinha com estudantes de Uberaba e de fora. (...) O objetivo do sistema ditatorial era despolitizar os estudantes, e a tese repisada era: ‘estudante é para estudar e não para fazer política’. (...) Desta forma, as novas gerações de jovens universitários foram prejudicadas em sua formação. São vítimas de um sistema antipedagógico que lhes dispersou o potencial de participação histórica”. Uma geração de irmãs dominicanas, religiosos, universitários e leigos em geral, embebedaram-se nos fecundos ensinamentos deste homem simples e excepcional orador. A exemplo de São Domingos de Gusmão, ele era um pregador que denunciava as mazelas do seu tempo e anunciava, no seguimento dos valores do Cristo, a democracia, a justiça e a paz. Entre 1960 e 2012 foi capelão do Hospital e Maternidade São Domingos, fundado pelas Irmãs Dominicanas. Ele dizia que atuar junto aos enfermos era “uma atividade sublime, porque humana e evangélica”. A presença de Monsenhor Juvenal Arduini junto às Irmãs assegurava um amparo espiritual e pastoral eficiente à comunidade Dominicana, ao mesmo tempo em que era fator de garantir a integração das Irmãs com a Igreja Católica. As irmãs dominicanas, no seguimento de Domingos e Anastasie, com o testemunho de vida apostólica de Juvenal Arduini, fortaleceram sua evangelização em Uberaba. No horizonte de esperança, que a missão dominicana, como dizia Monsenhor Juvenal Arduini, continue sendo aquela que prega: “Ser cristão é incluir os irmãos na própria vida, e seguir Jesus. E seguir Jesus é viver e agir como Jesus viveria e agiria, se estivesse no contexto histórico-social em que nos encontramos hoje”. 

    (*) Texto escrito pelo Professor de História e Ensino Religioso no Colégio Nossa Senhora das Dores – Uberaba e publicado no Jornal da Manhã e no Informativo da Fraternidade Leiga Dominicana.
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A Ordem dos Pregadores
A Família Dominicana tem sua origem num tempo e numa área geográfica bem longe de nós. Surgiu na Europa da Idade Média, na época das Cruzadas e de Francisco de Assis. Ela brotou a partir da experiência de vida evangélica de São Domingos de Gusmão, aproximadamente em 1170.
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