A Voz das Províncias

Desejamos boas-vindas ao Ano Jubilar da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils

 

"Família Dominicana-Anastasiana: 170 anos partilhando frutos de bondade."


 

 

No dia 30 de março de 1850, o Bispo de Rodez, Dom Jean François CROIZIER, por um decreto episcopal, autoriza a fundação de uma Casa de Irmãs não enclausuradas da terceira Ordem de São Domingos, em Bor.


          Foi nesta data que nossa Congregação nasceu oficialmente.  


 Não podemos nos esquecer de louvar e agradecer a Deus por esse tempo de graça que Ele nos concedeu para fazermos o bem. No princípio, nos foi pedido para cuidar da educação das jovens, visitar e assistir os doentes. Porém, atentas às necessidades de cada tempo, de cada lugar aonde fomos chamadas para a missão, nossas Irmãs foram descobrindo outras formas de fazer o bem, de viver e anunciar a Boa Nova de Jesus.

 

            Sei que mais do que nunca estamos unidas na oração, neste tempo de grande provação pelo qual o mundo todo está passando. Continuando neste clima de oração, quero convidá-las para nos unirmos nesta segunda feira, 30 de março, numa profunda Ação de Graças pela vida da Congregação e por todo o bem que ela realiza.


 Agradecendo as bênçãos, façamos memória de todas as Irmãs que durante estes 170 anos se fizeram discípulas missionárias, doaram e doam suas vidas em favor do Reino.  


Que essa celebração seja para nós, Família Anastasiana, um tempo de graça, em comunhão com Madre Anastasie, com nossas Irmãs, com todos e todas que de uma forma ou de outra participaram e continuam participando da construção da história da nossa Congregação. 




 Irmã Regina Azevedo Soares

 Priora Geral

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Notícias
  • "A alegria nos torna leve e nos leva a  sorrir, brincar, amar e servir. A Consagração nos torna livre, alegre, firme no trilhar o Caminho da liberdade."

    Irmã Aparecida Lopes - 37 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Pela graça de Deus fui inserida nesta Família Dominicana-Anastasiana há quase 70 anos, procurando seguir com fé, esperança e amor o legado que nos fundadores nos deixaram.
    Dominicana, que alegria!”
     Irmã Beatriz Manna - 70 anos de Vida Religiosa Consagrada


    “Para Deus basta um simples olhar do coração.” - Madre Anastasie

    “É com gratidão que, a cada dia, renovo minha consagração na alegria de ser Dominicana a serviço do Reino.”

    Irmã Célia Silva do Nascimento - 22 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Obrigada Senhor pelo Chamado que me fizeste! Obrigada, porque eu respondi e perseverei até hoje."

    Irmã Célia Saucedo Gonzalez - 62 anos de Vida Religiosa Consagrada



    "Uma só coisa peço a Javé, e só esta procuro: é habitar na casa de Javé todos os dias de minha vida." -  Salmo 27, 4

    Irmã Domingas Pereira Gomes - 38 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Quem encontrou a Alegria encontrou um tesouro.

    A Alegria é uma manifestação da presença de Deus em nossa vida. Tento viver o que nos diz Madre Anastasie: ‘Sede alegria da cabeça aos pés.’. Esta é a melhor maneira de viver a nossa Consagração Religiosa.”

    Irmã Doraildes da Silva Matos - 31 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Eu louvo e agradeço diariamente a Deus Pai Mãe, o chamado à VRC. Muitas bênçãos e graças. A missão em várias comunidades, na diversidade e na ALEGRIA da Itinerância.  Sempre com nossa Fundadora que pede alegria, alegria, alegria. Obrigada Senhor, por conduzir a minha história."

    Irmã Esther Maria Silva Beghelli - 30 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Disse então Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo sua palavra.’. Que este ato de disponibilidade de Maria possa me acompanhar por toda a minha vida. Servindo aos mais necessitados, em especial, às crianças.”

    Irmã Eulália Borges Vidigal – 31 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “En la humildad se encuentra la alegría.”

    Irmã Juana Sanabria Cabral - 33 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Eu sou uma pessoa feliz e vivo a Alegria da minha Consagração. A Vida Religiosa é um Dom de Deus.”

    Irmã Leônia Maria da Motta - 59 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “’A alegria do semblante deve ser o reflexo da paz da alma, disse Madre Anastasie.’ (Dia a Dia com Madre Anastasie – 24 de julho)

    Olhando minha longa caminhada de quase 70 anos de Consagração Religiosa Dominicana-Anastasiana, posso dizer que a alegria foi uma das marcas de toda a minha vida. Falo dessa alegria interior que brota do compromisso com a causa dos empobrecidos, discriminados, descartados...  e alimentada pela Palavra de Deus.

    Esse compromisso de estar construindo, em solidariedade, em parceria e em redes, o sonho de um jeito diferente de se relacionar com as coisas, com as pessoas, com a Mãe Terra, com Deus – o sonho do BEM VIVER dos povos indígenas. Sonho que me acompanhou a vida toda e mais ainda agora, nesse tempo difícil de pandemia, de isolamento social, onde está tudo escuro ...  a rebeldia, a teimosia profética sustenta a minha alegria e esperança. Esperança do verbo ‘esperançar que é levantar... ir atrás... construir... não desistir... levar adiante... juntar-se   com outros para fazer de outro modo...’.”

    Irmã Margarida Ludovico de Almeida - 67 anos de Vida Religiosa Consagrada


    “A minha primeira alegria da minha consagração aconteceu quando com pouca idade descobri que tinha uma Madrinha de Consagração, a Nossa Senhora, que sempre iria indicar o caminho de como ir a Jesus. Essa consagração foi feita com meus 12 dias de vida.

    No tempo de discernir meu estado de vida, ainda aluna no CSD de Araxá, acreditei que seria possível acabar com a injustiça, me consagrando como tantas Irmãs, com as visitas a periferia da cidade, Chorão. Pretensão de toda jovem.

    Esse desejo cresceu quando aos sábados, com Lolita Afonso, nos meus 12 anos, visitava algumas famílias empobrecidas no bairro de Santa Rita Córrego da Galinha e aos domingos pela manhã, Catequese. Só uma coisa eu guardei do Catecismo é que eu aprendi muito, mas não garanto que meus catequisandos aprenderam...

    A decisão consciente e a disposição de dedicar-me inteiramente a Deus foi oficializada com minha 1ª profissão dia 02/02/1971, há 49 anos com Irmã Terezinha Fernandes. A alegria foi tanta que trago na memória, o sonho com um mundo colorido com diferentes cores na véspera daquele dia.

    Tantas e tantas alegrias surgiram, e virão outras, quando precisei dar razão da entrega de minha vida totalmente inteira ao Deus Trino. Foram pessoas, acontecimentos que me ajudaram e ajudarão a encontrar sempre a alegria de minha consagração. Só uma amostra grátis dessas alegrias

    Jovem Noviça, Professora do CNSD encerrando o ano letivo na 2ª série do Primário, quis apresentar Mateus 25, 31 – 39 – ‘Me deste de comer e beber, não me deixaste nu, me visitaste quando doente e preso.’. Um aluno com sua sabedoria levanta o dedo e pergunta: ‘Quantas vezes a senhora já fez isso?’.

    Ainda na vaidade de um término feliz de outro ano letivo no CNSD, quis rever com os pequenos da 2ª série, os muitos milagres de Jesus que aprenderam com as fichas de Religião (Montessori). Uma aluna que escrevia muito bem e com uma letra linda me questionou: ‘Irmã, por que Jesus não está aqui mais, para fazer um milagre para mim? Estou precisando tanto de um milagre Dele? Fizesse com que meus pais parassem de brigar. Eu fico muito triste.’.  

    Já morando no Rio de Janeiro no CSRL, as Irmãs sempre davam as migalhas que sobravam de nossas mesas às pessoas pedintes. Já estavam acostumados. Naquela noite fria e chuvosa vou eu levar o lanche gostoso para um morador de rua – ‘Inácio’. Ao despedir-me como sempre disse: ´Vai com Deus’. Ele me rebate: ‘Será que Ele vai ou fica? Será que indo comigo Ele ficará feliz? Ele podia subir com a senhora, pois tem seu quarto que nem goteira tem, está limpo confortável e quentinho.’.

    Por último, era retiro da Provincia sobre ‘Jonas’. Vinha eu, com um coração cheio de raiva, querendo vingança ‘que Nínive fosse destruída’, que nada desse certo de onde sai.  Que Irmã Rejane o diga, que após longa e dolorosa luta interior como Jonas, descobri e tive um sentimento de perdão imensurável e pude reencontrar o Deus da misericórdia que me devolveu e devolve a razão de minha Consagração. Obrigada!”

    Irmã Maria Aparecida Ribeiro – 49 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “A alegria do semblante deve ser o reflexo da alegria interior. Tudo na alegria e com prazer para agradar a Deus.”

    Maria Cristina de Faria - 50 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Sou muito feliz por ter me consagrado a Deus na Vida Religiosa Dominicana.”

    Irmã Maria Eni de Oliveira - 68 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “A alegria cultivada em nossa Vida de Consagrada é fruto da paz interior, do chamado à Vida Religiosa e da fidelidade ao Deus que nos chamou à Vocação.

    A alegria me acompanha desde o primeiro Chamado à Vocação Religiosa. Uma irmã Dominicana que era muito alegre e comunicativa me disse: ‘Religiosa pode ser feliz!’, nessa época eu tinha eu 17 anos. Aos 18, entrava para o Convento, em Uberaba. Muitas vezes, a alegria me fez feliz: ao receber o hábito, nas renovações dos votos, votos perpétuos, e ao completar 60 anos de Vida Religiosa, a alegria veio acompanhada de uma grande Ação de Graças!"

    Irmã Maria Helena B. Salazar da V. Pessoa - 62 anos de Vida Religiosa Consagrada  


                     

    "’Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês.’ ( Jo 15,16)

    Cada dia renovo a minha entrega e alegre disposição, como Dominicana, ouvindo o chamado de Deus para servi-lo em meio a seu povo, como comunidade apostólica e fraterna acolhendo o Reino aqui e agora.”

    Irmã Nadir Barros Freire - 62 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “A alegria da minha Vida Consagrada é que tenho a certeza de que Deus caminha comigo.”

    Irmã Nancy Augustina Escobar - 7 meses de Vida Religiosa Consagrada



    “’As vocações nascem na oração e da oração. E só na oração podem perseverar e dar frutos.’ (Papa Francisco)

    Tenho alegria e gratidão a Deus pela minha Vocação à Vida Religiosa Consagrada e peço a Ele, as virtudes necessárias para testemunhar este importante Chamado que é realizado a cada dia.”

    Irmã Patrícia Lopes Monteiro - 12 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Viver em Comunidade, partilhar um projeto comum, experimentar as alegrias e dificuldades da Missão me fez crescer e descobrir que valeu a pena consagrar minha vida a serviço do Reino”.

    Irmã Regina Azevedo Soares - 57 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Nós, pessoas humanas, consagradas ao serviço do Senhor, na construção de seu Reino, estamos sempre:

    Em caminhada,

    Em viagem,

    Em procissão...

    Nossa consagração está se fazendo...”

    Irmã Rejane de Paiva - 53 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Gratidão a Deus por este grande presente: o chamado à Vida Religiosa Consagrada.”

     Irmã Romi Raupp Behenck - 48 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Todo aquele que ouve a Palavra e procura vivê-la, experimenta o amor de Deus. E uma vez que faz essa experiência, você sente vontade de compartilhar com os irmãos, acolhendo o dom gratuito de Deus. ‘Quem quiser salvar sua vida vai perdê-la, mas quem perder sua vida por minha causa, vai salvá-la.’
    Não há alegria maior que viver a verdadeira liberdade. E só nos tornamos livres quando aceitamos não ser sempre livres!
    Irmã Rosimare Pereira da Cruz - 2 anos de Vida Religiosa Consagrada


    “Sou Irmã Sandra Ede, estudei desde os meus 7 anos de idade, no Colégio Santa Rosa de Lima/RJ, que pertencia à nossa Congregação. Conheci várias Congregações Religiosas porque participava de um Grupo Vocacional Intercongregacional. Mas os testemunhos de vida, de oração e de alegria das Irmãs Dominicanas de Monteils me fizeram decidir com entusiasmo e alegria ingressar nesta Congregação, em 1976.

    Hoje, com 42 anos de Profissão Religiosa, posso afirmar que minha alegria mais amadurecida, mais experiente e mais consciente é muito grande, pois a fonte desta alegria está na certeza de ser a filha amada de Deus, escolhida por Ele para consagrar-me à Missão. Junto com Ele nesta Congregação que tem como Fundadora uma mulher alegre que nos deixou este dom como herança.

    E com Maria expresso sempre essa alegria dizendo: ‘Minha alma glorifica o Senhor, exulta meu espírito em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva e o Senhor fez maravilhas por mim’.”

    Irmã Sandra Camilo Ede - 44 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Somos alegres quando partilhamos o que temos e somos, como os discípulos de Emaús que ao partir o pão reconheceram Jesus.”

    Irmã Terezinha de Sousa - 31 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Vida Consagrada, dom de Deus, que nos possibilita perceber a ação do Espírito Santo em nossa caminhada de fé:

    - Dando testemunho de amor e entrega.

    - Descobrindo a cada dia, o encantamento de experimentar o amor fecundo de Deus em nossas vidas.”

    Irmã Úrsula dos Reis Bandeira – 29 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “DEUS é AMOR-DOAÇÃO.

    Sinto-me muito amada por ELE e chamada a viver esse amor, revelando-o ao próximo por palavras e pelo testemunho de vida, o que tenho feito, na alegria, há quase 60 anos, sem nunca ter me arrependido.”

    Irmã Valéria Moutinho - 59 anos de Vida Religiosa Consagrada



    “Como aluna dominicana senti o chamado a consagrar minha vida. Como Irmã Dominicana percorro as trilhas do mundo na alegria de servir.”

    Irmã Vanda Heleusa de Resende - 48 anos de Vida Religiosa Consagrada



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  • 1. ACOLHIDA  
     
    2. ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO 
     
    Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo de Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 
     
    Oremos: Ó Deus que doutrinais os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que, pelo mesmo Espírito saibamos o que é reto, e gozemos sempre de sua preciosa consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém       
     
    3. CANTO INICIAL    
    São Domingos, a teu exemplo / Nós queremos anunciar A palavra de Deus aos homens / Para o mundo se transformar. 
     
    1. São Domingos, o missionário / Nos deixou um santo recado O Evangelho é o itinerário / Pra vencer o mal e o pecado. 
     
    2. São Domingos, diziam os frades/ Só falava de Deus, com Deus E quebrava assim as grades/ Do egoísmo que fecha os céus. 
     
    3. São Domingos foi luz na Igreja/ Proclamou sempre a verdade Não temeu o poder dos grandes/ Semeou a fraternidade. 
     
    4. São Domingos é Pai Profeta/ De uma ordem que vai pregar A Palavra e cuja meta/ É a Igreja servir e amar. 
     
    5. São Domingos o teu Rosário/ É a Palavra de Deus tecida Numa rede de Ave-Marias / Como luz para a nossa vida.  
     
     4. TEXTO DA VIDA 
    Na vida dominicana, contemplação e ação estão inseparavelmente unidas. Não existe a contemplação sozinha ou a ação sozinha, contudo a contemplação é que produz frutos na ação.  A Ordem Dominicana é uma ordem religiosa apostólica, dedica-se a conhecer, contemplar a Mensagem Revelada e depois transmiti-la a outras pessoas. São Tomás de Aquino resume e condensa nosso carisma na seguinte fórmula: “contemplare et contemplata aliis tradere” – contemplar e dar aos outros o fruto da contemplação1 – . É o dinamismo apostólico contemplativo.  
    Esta frase só poderá ser honestamente compreendida se temos em mente a imagem de Domingos caminhando pelas estradas do Sul da França, da Espanha e da Itália medieval, transbordando alegria com a mensagem de salvação que só podia ser-lhe diretamente comunicada pelo Espírito Santo de Deus. A salvação pregada por nosso pai Domingos foi fruto de uma vida contemplativa de intimidade com Jesus que transbordava na alegria da mensagem comunicada.   Sabemos, pelo processo de beatificação e por outras fontes, que em Palencia e em Osma Domingos era fervoroso na oração, passando muitas vezes noites inteiras rezando. Mais tarde, no Sul da França, quando se dedicou à pregação, sua oração tornou-se acima de tudo apostólica: ele pedia a Deus a conversão dos cátaros e valdenses. E assim, ao mesmo tempo, ele progrediu na oração apostólica e na pregação do Evangelho, de tal forma que estas duas dimensões – oração e pregação- formavam uma só unidade. Certamente, ele tinha todas as qualidades humanas para ser um bom pregador: uma sólida formação teológica e, acima de tudo, um profundo conhecimento das Escrituras, um discurso claro, uma palavra que sabia como mover e encorajar aqueles que não tinham esperança ou estavam às margens da Igreja e da Sociedade. 
    Os temas favoritos da pregação de Domingo são: a pessoa de Jesus Cristo, a cruz redentora, a salvação, a graça, o amor e a misericórdia de Deus. Ele anuncia a salvação em Cristo Jesus a todos com quem ele se encontrava. É uma pregação cheia de otimismo teológico e profecia, que ajuda a discernir em todos os tempos e em cada circunstância a vontade de Deus. Não é uma pregação negativa, de ameaças, de condenação e de preceitos morais. Domingos está interessado em promover a experiência de fé e a confiança na bondade de Deus. É uma pregação cheia de esperança, de boas novas, de liberdade e esperança aos hereges, pecadores, cativos e aos pobres. "Ele acolhia cada homem no grande seio da caridade e, dado que amava todos, todos o amavam. Fez para si uma lei pessoal de se alegrar com as pessoas felizes e de chorar com aqueles que choravam" 
    A Ordem Dominicana tem seus fundamentos no que chamamos de ‘pilares da ordem’:  estudo, oração, vida comum e pregação. Todavia, é para a Pregação que os três outros pilares se destinam.  O estudo, a oração e a vida comum são meios para o exercício da pregação, afirma Santo Tomás.  No entanto, acrescenta o Doutor Angélico, que somente no exercício perfeito dos meios é que a perfeição do fim pode ser alcançada. E a perfeição do fim (a pregação) é a Salvação Eterna. 
    Para nosso pai Domingos a grande preocupação apostólica era que todos alcançassem a Vida Eterna. O zelo pela salvação das almas inflamava seu coração. Quantas vezes não o ouviram, nas suas orações noturnas, entre lágrimas, gemer: “Senhor, tende compaixão deste povo! Que será dos pecadores!”
    Domingos também, buscou sempre imitar a vida dos apóstolos: caminhar a pé, sem ouro ou prata, acompanhado por outros que compartilhavam a mesma missão, viajar de cidade em cidade, seguindo Jesus. Domingo anuncia o que ele mesmo está vivendo.
    Sabemos, que o carisma e a espiritualidade de Domingos marcaram profundamente a história da Igreja e de muitos dos seus grandes protagonistas: como os papas Pio V e Bento XIII, os reformadores sociais Jerônimo Savonarola e Bartolomeu Las Casas, os teólogos Tomás de Aquino e Yves Congar, as místicas Catarina de Siena e Rosa de Lima e tantos outros. E ainda, nos dias de hoje, continua a marcar homens e mulheres que  buscam peregrinar neste mundo, anunciando e testemunhando o Evangelho! 
    Nosso pai Domingos nos recorda que no coração da Igreja deve sempre arder um fogo missionário, que nos impele incessantemente a fazer o primeiro anúncio do Evangelho e, onde for necessário, a uma nova evangelização, pois Jesus Cristo é o bem mais precioso que os homens e as mulheres de todos os tempos e lugares têm o direito de conhecer e de amar!  
    E nós Irmãs Dominicanas de vida apostólica, também herdamos esta riqueza apostólica e encontramos os elementos essenciais para vivê-la, nas observâncias regulares que compõem a vida dominicana: a vida comum, a celebração da liturgia, a oração particular, a vivência dos votos, o estudo assíduo da Verdade, e o engajamento apostólico-missionário. 
     
    5. CONVERSEMOS SOBRE O TEXTO 
     
    6. LEITURA, MEDITAÇÃO E PARTILHA DO EVANGELHO 
    Mt 28, 16-20 – Ide e fazei discípulos em todos os povos. 
     
    7. PRECES
    Pai Santo, o bem aventurado Domingos ordenou aos seus filhos que enriquecessem o mundo com o fruto do estudo e da contemplação,  - Conserva-os, pois, Senhor, assíduos no estudo, perseverante na oração e fervorosos na pregação Deus cheio de bondade, que nos chamastes para Vos servir, seguindo as pegadas de São Domingos,  - vos pedimos, que, nos façais participantes daquele ardor da Verdade que o abrasava. Preces espontâneas. 
     
     8. PAI NOSSO  
     
    9.CANTO: SALVE RAINHA E LUZEIRO DA IGREJA 
     
    10.ORAÇÃO E BÊNÇÃO FINAL 
     
    Ó Deus, que os méritos e ensinamentos de São Domingos venham em socorro da vossa Igreja, para que o grande pregador da vossa verdade seja agora nosso fiel intercessor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. 
     
     
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  • 1. ACOLHIDA
    2. ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

    Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo de Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.


    Oremos: Ó Deus que doutrinais os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que, pelo mesmo Espírito saibamos o que é reto, e gozemos sempre de sua preciosa consolação.
    Por Cristo Senhor Nosso. Amém


    3. CANTO: Ó SANTA MÃE, SENHORA DO ROSÁRIO
    1. Ó santa mãe, Senhora do Rosário
    Teu pobre povo acorre solidário
    Com suas preces, louvor e ação de Graças.
    Pra que tu faças aumentar a nossa fé


    Refrão: Que o teu exemplo, a tua vida
    Tua firmeza no dizer sim ao Senhor
    Nos mostre sempre, que o
    Evangelho, é o caminho da justiça de do amor


    2. De nossas lutas dos campos e cidade
    Nos reunimos com muita humildade
    Pra ver melhor que o nosso compromisso
    É o serviço e os pequenos defender


    3. Ó mãe dos pobres, ampara os oprimidos
    Os que esperam da vida o seu sentido
    Dá-nos confiança ante as pedras da estrada
    Na caminhada pra total libertação

     

    4. TEXTO DA VIDA
    Segundo uma velha tradição, no ano de 1208, São Domingos foi a uma floresta rezar e suplicar a Nossa Senhora para que lhe revelasse uma arma espiritual eficaz no combate aos hereges. Após o terceiro dia em que estava em oração, Nossa Senhora lhe apareceu escoltada de três anjos e disse-lhe:
    Domingos, você sabe qual é a arma que a Santíssima Trindade quer usar para transformar o mundo? São Domingos lhe respondeu dizendo que ela sabia melhor que ele.
    Então Nossa Senhora lhe disse: Quero que saiba que neste tipo de guerra a arma sempre foi o Saltério Angélico. E essas palavras do Arcanjo Gabriel na Anunciação são a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim sendo, se você quer converter estas almas endurecidas e ganhá-las para meu Filho Jesus, difunda o meu saltério.
    Em seguida, Nossa Senhora, mostrou o terço para São Domingos, com as 50 Ave-Marias, que passou a ser conhecido como Saltério da Bem-Aventurada Virgem Maria.
    A partir daí, São Domingos principiou a difundir esta devoção e sobretudo, junto aos fiéis católicos que não sabiam ler e queriam de alguma modo imitar os monges que recitavam os 150 Salmos da Bíblia.
    A devoção foi mais favorecida pelos papas, destacando-se Leão XIII, que determinou que fosse o mês de outubro dedicado, em todas as paróquias, à reza do Terço e do Rosário.
    Os papas continuaram a valorizar e recomendar vivamente as orações do Rosário, especialmente os últimos papas, sobretudo a partir das aparições de Lourdes (1858) e Fátima (1917). Em Fátima, Nossa Senhora recomendou que se reze o Terço todos os dias e disse que “não há problema de ordem pessoal, familiar e nacional que a oração do Terço não possa ajudar a resolver”.
    Na carta apostólica de João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae, ele declara: “Percorrer com ela (Maria) as cenas do Rosário é como frequentar a ‘escola’ de Maria para ler Cristo, penetrar os seus segredos, compreender a sua mensagem”.
    Em 10 de outubro de 2010, o Papa Bento XVI disse que o Rosário é “a oração mais querida pela Mãe de Deus e que conduz 
    diretamente a Cristo. O Rosário é a oração bíblica totalmente tecida pela Sagrada Escritura. É uma oração do coração, em que a repetição da Ave-Maria orienta o pensamento e o afeto para Cristo”. Depois da Missa – a primeira e viva memória da paixão de Jesus Cristo, o Rosário é a segunda memória e representação da vida e paixão de

    Jesus Cristo, nosso Redentor.


    5. CONVERSEMOS SOBRE O TEXTO


    6. REZEMOS OS MISTÉRIOS LUMINOSOS
    Oremos:
    Pai Domingos, dai-nos por vosso intermédio o amor, a perseverança e o zelo na recitação que faremos do Santo Terço, para que provemos o poderoso auxílio da Virgem Maria em nossas indigências e para vivermos dignamente, especialmente na fartura de bens espirituais. Nós vos pedimos também, ó pai Domingos, que estendais até nós a promessa que fizestes de ajudar-nos lá dos céus com as suas preces, junto a Deus. Por Cristo, Senhor nosso. Amém!
    Rezemos: (Em cada mistério coloquemos em comum nossas intenções).


    1. O batismo de Jesus no Jordão – Aqui, enquanto Jesus Cristo desce à água do rio, como inocente que “Se faz pecado por nós” (cf. 2 Cor 5,21), o céu abre-se e a voz do Pai proclama “O Filho dileto” (cf. Mt. 3,17 par), “ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre Ele para investí-Lo na missão que O espera”.


    2. A auto revelação de Jesus nas bodas de Caná – A Sua autorevelação nas Bodas é o início dos sinais em Caná (cf. Jo 2, 1-12), quando Cristo, transformando a água em vinho, abre à fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os crentes.

     

    3. O anúncio do reino de Deus por Jesus com o convite à conversão – O Seu anúncio do Reino de Deus é a pregação com a qual Jesus anuncia o advento do Reino de Deus e convida à conversão (cf. Mc 1, 15), perdoando os pecados de quem a Ele se dirige com humilde confiança (cf.Mc 2, 3-13; Lc 7, 47-48), início do ministério de misericórdia que Ele prosseguirá exercendo até ao fim do mundo, especialmente através do sacramento da Reconciliação confiado à sua Igreja (cf. Jo 20, 22-23).


    4. A Transfiguração de Jesus – A Transfiguração é mistério de luz por excelência, que, segundo a tradição, se deu no Monte Tabor. A glória da Divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai O acredita aos Apóstolos extasiados para que O “escutem” (cf. Lc 9, 35 par) e se disponham a viver com Ele o momento doloroso da Paixão, a fim de chegarem com Ele à glória da Ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo.


    5. A instituição da Eucaristia, expressão Sacramental do Mistério Pascal – A instituição da Eucaristia, na qual Cristo Se faz alimento com o seu Corpo e o seu Sangue sob os sinais do pão e do vinho, testemunhando “até ao extremo” o seu amor pela humanidade (Jo 13, 1), por cuja salvação Se oferecerá em sacrifício.


    7. CANTO: SALVE RAINHA E LUZEIRO DA IGREJA


    8. ORAÇÃO E BÊNÇÃO FINAL
    Oremos:
    Concedei-nos, Deus Onipotente, que os exemplos do nosso glorioso pai São Domingos nos levem a uma vida melhor, a fim de que, honrando a sua memória, imitemos também as suas virtudes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém


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A Ordem dos Pregadores
A Família Dominicana tem sua origem num tempo e numa área geográfica bem longe de nós. Surgiu na Europa da Idade Média, na época das Cruzadas e de Francisco de Assis. Ela brotou a partir da experiência de vida evangélica de São Domingos de Gusmão, aproximadamente em 1170.
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